OXENTE

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Serafim é o filho do temível Lampião, cangaceiro que aterrorizou as terras nordestinas brasileiras. Por conta disto ele sofre com o preconceito, mas Serafim não é como seu pai, não quer seguir pelos mesmos caminhos, o seu desejo é se tornar o maior herói do nordeste.

Autores: Renato Silva

52 páginas

Preto e Branco

Limpar

Descrição

Informação adicional

Peso N/A
Dimensões N/A
Tipo de Papel

Papel Offset 90g (Branco), Papel Reciclado 75g (Amarelado)

Tamanho

10x13cm (Pocket), 16,5×12,5cm (Padrão)

Impressão

Tinta, Laser

1 avaliação para OXENTE

  1. Avaliação 5 de 5

    Caliel Alves

    Num momento em que artistas independentes estão antenados com as novas tendências e
    se utilizando mais que nunca das suas raízes, esse fenômeno me faz lembrar de um certo
    senhor chamado Ariano Suassuna, autor do Auto da Compadecida. Ele criou o movimento
    armorial. Eles desejavam realizar uma arte erudita através da cultura popular. Hoje, mui-
    tos mangakás desenvolvem esse conceito, mesmo que inconsciente.
    O autor Renato Silva produziu esta fábula nordestina. Oxente é um daqueles títulos
    que não é carne, nem é peixe é algo que deve ser saboreado em toda a sua singularidade.
    Para muitos pseudocríticos, a aridez de Oxente lança poeira nos olhos dos descrentes que
    julgam que o brasileiro não tem história suficiente para adentrar o mundo d ficção, se já
    fizemos isso na literatura inúmeras vezes, o que nos impede nos quadrinhos?
    Oxente é um divertido título ambientado nas regiões secas do Nordeste brasileiro, em
    pleno Cangaço. Serafim, o protagonista filho de Lampião, singra o nordeste a busca de
    algo maior que instituir o caos e descarregar sua revolta, ele deseja ser herói daquele povo
    lutador e sofrido. A meio caminho, ele encontra Zuran, um negrinho fugido da Bahia com
    nada no saco que não fosse poeira.
    Seria muito errado da minha parte contar o que vem depois do conflito inicial onde
    Zuran é resgatado por Serafim, de quem? Do que? Você só saberá lendo caro leitor.
    Desde o cenário, muito bem captado pelo autor, até as vestimentas e o sotaque dos
    personagens, tudo ali é sertão, não o idealizado, mas aquele sertão da Súplica cearense,
    seco, rijo e mormacento. O traço caricaturesco casou bem com os personagens euclidia-
    nos, quasímodos hercúleos por assim dizer. Vida longa à Oxente, mangá que consegue
    casar o pop com o regionalismo.

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